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"Sou uma pessoa que tem certa dificuldade em falar. Mas ao mesmo tempo, desde muito pequena, sempre tive muita necessidade de me expressar. Fui uma criança solitária, que escrevia poemas nas paredes, e era aquilo que me aliviava: era como se eu estivesse conversando com alguém. Quando cheguei ao Brasil, em 1955 - vinda de Nova York, e lá sempre me senti muito sufocada -, não conhecia ninguém, não falava português, e então comecei a viajar com a máquina fotográfica, que era um meio de me comunicar com o país, ou mais que isso, de me comunicar com o ser humano neste mundo."
Cláudia Andujar
Do texto O Dia em que Cláudia Andujar Abriu Sua Gaveta
de Diógenes Moura
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